Como otimizar a gestão de benefícios nas empresas?

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Agradar os funcionários e manter o equilíbrio financeiro dentro de uma organização nem sempre é uma tarefa fácil. Esse é um desafio que muitos gestores enfrentam no seu dia a dia.

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A complexidade é ainda maior em um contexto no qual não basta mais recompensar os colaboradores apenas com um bom salário. É preciso oferecer uma série de benefícios que atendem às necessidades profissionais e pessoais de cada um deles.

Pensando nisso, veremos neste artigo como você pode otimizar a gestão de benefícios nas empresas. 

O contexto da gestão de benefícios

Uma organização é feita de pessoas. Sendo assim, é essencial que essas pessoas estejam satisfeitas e alinhadas à mesma mentalidade da empresa. Para que isso aconteça, é preciso gerenciar uma série de fatores. Um deles, certamente, são os benefícios ofertados.

De acordo com o renomado autor na área de administração de empresas e de recursos humanos Idalberto Chiavenato, os benefícios são regalias e vantagens concedidas pelas organizações a título de pagamento adicional dos salários, que podem incluir uma variedade de facilidades e vantagens, como assistência médico-hospitalar. A função dos benefícios vai além do aspecto financeiro, e visa livrar os funcionários de uma série de transtornos.

Os colaboradores estão cada vez mais exigentes em relação aos benefícios oferecidos pelas organizações em que trabalham. Enquanto até alguns anos atrás, tudo que vinha como acréscimo ao salário era visto com bons olhos, hoje, já temos alguns benefícios tão rotineiros que tornaram-se quase um pré-requisito, como o convênio médico e odontológico.

A importância de saber lidar com a gestão de benefícios é reforçada pela pesquisa feita pela Sociedade Americana de Designers de Interiores (American Society of Interior Designers), que revelou que os benefícios já superam um bom ambiente de trabalho (21%) e são a segunda maior preocupação dos profissionais da área (22%), só atrás dos salários (62%).

Importância da gestão de benefícios nas empresas

Conforme acabamos de apontar, não basta oferecer um mínimo de benefícios para satisfazer aos funcionários. Da mesma forma, é preciso encontrar os benefícios certos de acordo com o perfil de cada um – ou cada grupo. Assim, otimiza-se o investimento de recursos com essa finalidade e os funcionários ficam satisfeitos.

Por exemplo, oferecer como gratificação uma viagem para um destino ideal para famílias a colaboradores jovens pode não ser a melhor forma de empregar um capital que poderia ser utilizado para agradá-los de uma maneira mais efetiva.

Da mesma forma, investir em subsidiar uma nova graduação para funcionários que já estão próximos da aposentadoria seria outra forma de alocar o dinheiro de forma impensada.

A prova de que isso é mesmo relevante para as organizações é um estudo divulgado pela Revista Interdisciplinar Científica Aplicada, que mostra que 53% dos profissionais trocariam de empresa em função dos benefícios oferecidos.

Sendo assim, é possível apontar duas grandes vantagens de uma boa gestão de benefícios nas empresas:

  • Retenção de talentos e satisfação. Oferecer benefícios que vão ao encontro das necessidades profissionais e individuais de cada funcionário colabora para a retenção de talentos dentro da corporação. Além disso, essa prática eleva o nível de satisfação e melhora o clima de toda a empresa, tornando o ambiente agradável e produtivo.
  • Otimização da alocação de recursos. Conforme os exemplos citados anteriormente, existem algumas formas mais adequadas de empregar o capital destinado aos benefícios. Conhecendo as aspirações e necessidades dos funcionários, é possível trocar uma viagem custosa para os cofres da empresa por um curso de capacitação para um jovem funcionário com o desejo de adquirir conhecimentos e evoluir como profissional.

Principais benefícios

Utilizando-se da visão de que o trabalho não merece ser visto pelos funcionários apenas como um meio de sobrevivência, mas como uma atividade útil, prazerosa e que satisfaz suas necessidades, podemos apontar uma série de benefícios que são capazes de agregar valor aos colaboradores:

  • Relacionados à saúde: planos de saúde e odontológico; assistência médica nas dependências da empresa; desconto na compra de medicamentos; programas de atividades físicas; ginástica laboral no decorrer das atividades.
  • Relacionados à alimentação: café da manhã grátis; lanchonete nas dependências da empresa; refeições coletivas com atenção especial às necessidades de funcionários com problemas de saúde, vales e convênios com restaurantes e supermercados, a exemplo do cartão Útil. 
  • Relacionados à educação: bolsas de estudo; cursos de idioma;, educação para os filhos; incentivo a cursos de graduação, pós graduação, mestrado e doutorado; job rotation; palestras e capacitações.
  • Relacionados à carreira: prioridade ao recrutamento interno; política de promoção com base em avaliação de desempenho; aconselhamento de carreira; programas de trainees.
  • Relacionados à remuneração: remuneração variável; participação nos lucros; 14º salário; previdência privada; seguros; venda de produtos fabricados pela empresa com desconto; demais bonificações pecuniárias ou materiais.
  • Relacionados ao lazer: forte política de recepção e integração aos novos; área de lazer interna; promoção de festas e eventos de confraternização.
  • Outras práticas: pesquisa de clima periódica; política formal de não demissões; horário flexível de trabalho; jornada reduzida no verão; possibilidade de trabalho à distância.

Dicas para otimizar a gestão de benefícios nas empresas

O grande desafio dos gestores da empresa e do RH é lidar da melhor forma possível com a gestão de benefícios, conseguindo encontrar um ponto de equilíbrio entre a satisfação dos funcionários e as economias da organização. Pensando nisso, veremos agora algumas dicas para otimizar a gestão de benefícios.

1. Trace um perfil dos seus funcionários

Ter conhecimento a respeito dos fatores que satisfazem os seus funcionários é essencial para determinar os melhores benefícios. O primeiro passo é traçar um perfil de acordo com seus gostos, vontades, necessidades e metas.

2. Faça um bom planejamento

Os benefícios devem ser planejados para que atendam às necessidades do funcionário em todas as áreas de sua vida, tanto fora quanto dentro da organização. Além disso, um bom planejamento também permite que os valores destinados aos benefícios façam parte do orçamento empresarial e os gestores do RH saibam quais são os seus limites.

3. Seja flexível

Um grande erro cometido por muitos gestores é tentar incluir todos os funcionários em um mesmo pacote de benefícios. É preciso entender que cada funcionário possui uma visão diferente do valor agregado por cada um deles. Portanto, a melhor solução é torná-los flexíveis, de acordo com as escolhas de cada um dos trabalhadores.

4. Dê conhecimento a respeito dos benefícios

De nada adianta oferecer benefícios aos funcionários se eles não souberem eles existem, não é? De acordo com uma pesquisa realizada pela Society for Human Resourse Management (SHRM), menos de 9% dos colaboradores conhecem bem os benefícios ofertados pela empresa.

Na prática, isso quer dizer que você pode estar empregando uma parcela de recursos para oferecer benefícios que nunca chegam a quem realmente interessa. É essencial deixar bem claro como ter acesso a cada um deles e quais são os requisitos para obtê-los.

5. Controle a taxa de uso dos benefícios oferecidos

Monitore quais são os benefícios mais e menos utilizados pelos seus colaboradores. Esse controle será um importante indicador de satisfação. Talvez você possa empregar os recursos destinados àqueles menos utilizados em outros que são mais rentáveis, não é?

6. Escute os feedbacks

Mais fácil ainda do que tirar conclusões em relação às taxas de uso dos benefícios é escutar os feedbacks dados por aqueles que os utilizam. Quem pode ser melhor para opinar sobre os benefícios do que os funcionários?

Leve em conta todos os feedbacks para estar em constante melhoria. Talvez o convênio do plano de saúde esteja apresentando muitos problemas, ou então, existam muitos benefícios financeiros e poucos relacionados à qualidade de vida. Dê ouvidos aos interessados, sua organização só tem a ganhar.

Como você faz a gestão de benefícios na sua empresa? As dicas apresentadas foram úteis para você? Deixe o seu comentário!

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